quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A sua viagem tem um fim ou constitui um fim em si própria? Jean-Jacques Marie


Há viagens e viagens

As estadas em Paris de Marx colocam antes do mais um problema relativamente ao título desta obra. Que é uma viagem? O [dicionário] Petit Robert responde: "Deslocação de uma pessoa que se dirige a um local bastante afastado". Remete para as palavras "cruzeiro, travessia, digressão". O Larousse em dois volumes diz a mesma coisa: "Deslocar-se para fora da sua região ou do seu país. Ida e vinda de um lugar para o outro transportando qualquer coisa". [...]
O Petit Robert ilustra o sentido da palavra, entre elas "gente de viagem", a única que o Larousse apresenta aos seus leitores. A viagem seria pois a primeira característica do boémio e este ultimo o protótipo do viajante. Mas com que objectivo se desloca a "gente de viagem"? Ou melhor, a sua viagem tem um fim ou constitui um fim em si própria?
Todas estas definições me deixam perplexo. O prisioneiro que, de manhãzinha, partia da prisão de Saint-Martin de Ré, agrilhoado, para se juntar ao inferno de Cayenne, deslocava-se para um local afastado; da mesma forma que o soldado que partia para a guerra, com o seu equipamento às costas. Podemos qualificar como "viagem" estas deslocações? Imaginemos que o prisioneiro disse parto em viagem para Cayenne, ou que  o soldado enviado para combater designa pela palavra viagem o percurso da casa lido centro de mobilização para a frente de guerra. Não passará pela cabeça de ninguém desejar-lhes, no momento da partida, boa viagem. A menos que demos à palavra o sentid irónico que que lhe atribui a frase citada pelo [dicionário] Littré no final da entrada [dedicada ao termo "viagem"]: Antigamente em certos conventos, uma 'viagem a Jerusalém' designava a prisão perpétua a que os religiosos condenavam um dos seus companheiros. A frase era usada quando se alguém perguntasse pelo frade desaparecido.
É certo que Marx não se deparou com situações semelhantes; ele até evitou as provações do serviço militar. E apesar de ter sido uma vez, e 1849, interpelado por soldados, foi mandado em paz em vinte e quatro horas. Mas a maior parte das suas viagens corresponderam não a uma vontade de ver um outro país, mas a uma decisão política, a uma necessidade de tratar da saúde, ou uma obrigação: foi várias vezes expulso da Alemanha, da Bélgica, da França, e as viagens que teve de fazer tiveram um carácter forçado. Quase todas as viagens dos nove últimos anos da sua vida foram determinadas por razões médicas e por conseguinte por um constrangimento que, mesmo que interiorizado e personalizado, não perdeu o seu carácter de imposição.

Karl Marx: le Christophe Colomb du Capital. Textes choisies et presentés par Jean-Jacques Marie. Collection "Voyager avec...". Paris, La Quinzainne/Louis Vuitton, 2006, p. 13-14.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Viagem em Itália. Roberto Rossellini


Viaggio in Italia, para quem nunca o tenha visto, o que é? Como Sunrise de Murnau, como O Convento de Oliveira, como Lucky Star de Borzage ou como Os contos da Lua Vaga de Mizoguchi, é a história da separação e da reconciliação de um casal. O casal Joyce, casal inglês de meia-idade (trinta e muitos, quarenta e poucos) bem instalado na vida, que vem à Itália vender uma propriedade que herdara de um tio chamado Homer (Joyce e Homero podem ser nomes casuais, podem não o ser). Casal são-no, porque são casados. Casal não o são, porque estão razoavelmente fartos um do outro. A viagem - rumo a Nápoles e nos arredores de Nápoles - dura sete dias (número mágico). Alex, o marido (George Sanders), namora por aqui e por ali, engata (ou é engatado) por uma pega, aborrece-se de morte. Katherine, a mulher (Ingrid Bergman) faz muito turismo: Museu Arqueológico de Nápoles, ruínas de Cuma (antro da Sibila), Templo de Apolo, Vesúvio, Pompéia, a solfatara de Pozzuoli. Recorda um poeta que a amou e morreu novo e tuberculoso, finge ciúmes do marido, farta-se com ele e dele. Ao sétimo dia, a propósito de uma discussão absurda sobre o Bentley deles, decidem divorciar-se logo que voltem à Inglaterra. Horas depois, o carro em que viajavam, muito calados, é forçado a parar porque uma procissão atravessa a estrada. Saem, cada um de sua vez, para ver o que se passa. A certa altura, a multidão desata a gritar “milagre” a propósito do tal paralítico. Na confusão, cada um deles é empurrado em direções opostas. Katherine chama pelo marido. Quando este a consegue alcançar, abraçam-se e juram nunca mais se separar.
Nem Katherine nem Alex parecem pessoas muito interessantes. Nada lhes acontece de muito particular.Qualquer pessoa está mesmo a ver que divorciar-se é o que podem fazer de melhor. Uma procissão, o “ave” de Fátima e os dois nos braços um do outro a jurar amor eterno. Milagre da Virgem que protege o santo matrimônio? Quem nunca tinha visto e só isto ler, percebe facilmente as reações da época.
Só que dizer isto ou não dizer nada é praticamente a mesma coisa. Não porque a história não seja isto, mas porque sob isto, ao lado disto, ou sobre isto (e nenhuma das preposições é boa) se passa tudo o que é essencial e não é traduzível em palavras.
Não vou citar nenhum exemplo dos mais célebres, como a perturbação de Katherine face aos nus masculinos do Museu de Nápoles, o passeio solitário dela ao Templo de Apolo, a “ionização” na solfatara, com o fumo e o cheiro a sufocá-la, o esqueleto visto nas catacumbas, a descoberta, durante as escavações em Pompéia, dos corpos calcinados de um casal abraçado, há dois mil anos abraçados. Não vou falar da confusão das ruas de Nápoles ou de Capri, das mulheres grávidas que se cruzam constantemente com Katherine, das zaragatas conjugais a que assistem e que tanto chocam reservados ingleses.
Vou referir-me apenas à seqüência inicial, quando, no Bentley, Katherine e Alex se dirigem para Nápoles. Primeiro, um diálogo, pedagogicamente concebido, que nos dá todas as informações úteis: quem são eles, onde se dirigem, o que vieram fazer à Itália. Depois, o marido adormece e percebemos que é a mulher quem guia. O marido acorda e propõe à mulher trocar de lugar. Em vez do corte e novo plano do carro com as novas posições, assistimos à troca toda, com toda a minúcia. No segundo minuto do filme, segunda paragem: agora é uma manada de bois que atravessa a estrada e os impede de prosseguir. Irritação de Alex, que já comentara que as estradas em Itália são um perigo. Segue-se uma bifurcação: uma seta indica Nápoles para a esquerda e Latina para a direita. O carro vira à esquerda (já sabíamos que o destino era Nápoles), mas a câmera vira-se para a direita, como se o outro caminho fosse o bom e eles o não soubessem. Pouco depois, Katherine faz uma expressão de horror: “Que é isto? Sangue?” E Alex respondeirônico, que foi  um mosquito que seesborrachou no vidroFalam dos perigos da malária.
Aparentemente, nada se passou de particularmente interessante. Mas, nesses cinco minutos de filme, quem for capaz de ver, viu o essencial. A viagem é conduzida pela mulher, como sempre o será ao longo do filme, porque é ela quem vê quase tudo o que o marido não vê, como é ela quem o chama no final. Mas ela sem ele não existe. Por isso, ele tem de conduzir também e tudo o que lhe acontece, depois, é tão fio condutor quanto o que lhe acontece a ela. Em cada bifurcação, há sempre duas possibilidades. Seguir o que está predeterminado implica deixar aberto o desconhecido. A qualquer plano ou ordenação sobrepõe-se a desordem e o imprevisto: bois não querem saber de Bentleys e podem parar - ou atrasar - uma viagem. Uma mancha de sangue pode não ser uma tragédia mas pode não ser tão banal como parece. Na vida não há símbolos, há sinais. A cada momento, cada sinal.
E é a acumulação de todos esses momentos e de todos esses sinais que, a cada momento e a cada sinal, vai minando aquele homem e aquela mulher que parecem fatalmente seguir numa outra direção (a ruptura) e não menos fatalmente estão a seguir noutra (a redescoberta). Quando perdem o pé (o carro, a casa, a direção, a estrada), tudo o que de vital e mortal se acumulou neles explode, tão irracional e tão racionalmente, como a fé da multidão no milagre da Virgem. E é essa explosão - essa erupção, essa ionização, se quisermos ficar ao pé dalgumas imagens do filme - que os atira um para o outro, no mesmo abraço dos cadáveres de Pompéia. Talvez que eles também - que sabemos nós? - não estivessem a fazer amor, nem mesmo se amassem. Talvez que, surpreendidos pela erupção do Vesúvio, se tivessem agarrado para não morrerem sós. Só que dois corpos juntos, juntos mesmo, dois mil anos ou dois segundos, são o milagre total. No Evangelho de Pseudo-Tomé há uma variante, mais profunda e mais certeira, da conhecida passagem dos sinópticos em que se diz que a verdadeira fé move montanhas. Em vez da passagem: “Se tiveres a verdadeira fé e disseres àquela montanha move-te, a montanha mover-se-á”, diz-se: “Se um homem e uma mulher viverem em verdadeira paz um com o outro e um deles disser àquela montanha move-te, a montanha mover-se-á.” Em vez da fé, a caridade. É o cerne do cinema de Rossellini.
Nem eu nem ninguém vos pode jurar que, regressados ao carro ou a casa, Alex e Katherine não recomecem as quezílias. Mas o milagre aconteceu. Não é bom que o homem ou a mulher estejam sós. Viaggio in Italia, como disse Rohmer, é um drama com três personagens. O terceiro é Deus. E em Viaggio in Italia quem O não vir não vê nada.
É só um filme? Precisamente.

João Bénard da Costa
http://www.focorevistadecinema.com.br/FOCO1/benard-viagem.htm

Ficha técnica:
Título original: Viaggio in Italia, Itália, França, 1954
Realização: Roberto Rossellini
Ficha artística: 
Ingrid Bergman: Katherine Joyce
George Sanders: Alexander ‘Alex’ Joyce



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Cidade imaginária (2)

Ana e Alice

Ana marcara o jantar para a Brasserie Balzar, na Rue des Écoles. Esta preferencia tinha que ver, como me explicara noutra ocasião, com o facto de aquele ter sido um pouso habitual de Mário Soares no seu exílio em Paris.
Há mais de um ano que não nos víamos e a conversa principiou pelas actividades em que estávamos envolvidos. Depois, foi-se afastando da esfera pública e acercando-se de temas mais pesseoais. Era sempre assim. Conhecemo-nos desde a adolescência (de facto, desde os 14 anos dela, 17 meus) e, apesar dos interregnos de relacionamento, lidamos bem com a partilha da intimidade.
Nos últimos anos, multiplas perdas afectivas abateram-se sobre Ana. Entre elas, a de Alice. Ana telefonara-me, em Lisboa, no dia das cerimonias fúnebres, logo após a incineração do corpo, mas pouco faláramos então sobre a morte de Alice.
Alice era uma mulher de opiniões desassombradas embora por vezes um pouco ingénuas. Os laços de simpatia, confiança e cordialidade que entre nós se estabeleceram tiveram evidentemente a Ana como centro, mas não foram circunstanciais. Um dia, Alice propusera-me, a troco de lições de Latim, História, Filosofia e Organização Política, que ajudassem Ana a preparar os seus exames de 7º ano, um generoso pagamento. Esta espécie de perceptorado permitia-me ainda beneficiar de uma clausula não explicita: um convite para jantar em dias de lição. Foi com esta ajuda imprevista e generosa que fiz face aos encargos com o meu primeiro ano na Faculdade de Letras de Lisboa.
Ana emigrou para Paris com pouco mais de vinte anos. Enfrentou situações difíceis, que não esquece, e, se hoje conta com uma posição de relevo na produção cultural francesa, deve-a à resiliência que adquiriu e às capacidades e competências que exercitou e de que deu provas.
Contou-me os últimos anos de Alice, as sequelas do envelhecimento, relatou as visitas que mutuamente se faziam, em Paris e Lisboa. Alice gostava de Paris, que mapeara com lugares de eleição, ruas, edifícios, outras marcas afectivas.
Que fizeste da cinzas de Alice? - perguntei a Ana. - Trouxe-as comigo e durante algum tempo estiveram em  minha casa, até decidir que fazer com elas. Achei que era nesta cidade que as devia depositar. Percorri todos os locais que ela amava em Paris, um após outro, e por todos eles distribui um pouco do pó de Alice.

[Texto publicado  no semanário Região de Leiria, edição de 6 de Fevereiro de 2014]

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Viajantes. Paula Rego

Paula Rego, Travellers, 1987

sábado, 8 de fevereiro de 2014

A lentidão das viagens exaspera-me. Francisco Keil do Amaral

Autobiografia [do Arq. Francisco Caetano Keil Coelho do Amaral; anterior a 1940]

Nasci em Lisboa aos 28 de Abril de 1910, justamente, e por infelicidade minha, no momento em que os meus pais se encontravam ausentes em viagem pelo estrangeiro.
Devido a esse facto, e por não ter junto de mim quem cuidasse do meu sustento e vestuário, fui forçado a iniciar a luta pela vida desde muito novo. Até aos dois meses ainda consegui aguentar-me em casa de uma velha míope que me tomava por um gato, me dava abundantes carapaus, mas o logro foi descoberto e tive de dar novo rumo à existência. Dada a minha falta de habilitações profissionais (perfeitamente natural numa criança de tão tenra idade) vi-me obrigado a escolher  uma das raras ocupações que as não exigiam - descarregador do porto.  Nessa verdadeira escola de trabalho e coragem passei a infância e são dessa época as maiores e mais doces recordações da minha vida: uns sacos enormes de açúcar com que tinha de alombar.
Aos 15 anos um generoso senhor encontrou-me a decorar com desenhos apropriados um muro pintado de fresco, e ficou impressionado com a minha vocação artística. Resolveu educar-me à sua custa e meteu-me num colégio onde me esforcei por corresponder àquela prova de interesse e magnanimidade.
Completei a instrução primária em sete anos e o meu pródigo benfeitor presenteou-me com uma viagem à Itália onde me demorei algum tempo na contemplação de tantas e tão extraordinárias obras de arte. Não vi o papa.
Após alguns estudos liceais ingressei na Escola de Belas Artes, de onde saí pouco depois para ir buscar o sobretudo de que me tinha esquecido.
A minha vocação afirmou-se amplamente e logo no primeiro concurso artístico a que concorri ganhei o prémio das famílias numerosas.
Após os estudos regulamentares diplomei-me em Arquitectura e iniciei uma vida profissional cheia de sucessos, que a minha habitual modéstia não me permite enunciar.
Moro longe da cidade e a lentidão das viagens exaspera-me. Para matar o tempo, resolvi escrever. No entanto, já escrevi mais de 300 páginas e o tempo continua vivo.
Espero que o futuro continue a sorrir-me e que estas notas biográficas sirvam de incentivo aos jovens de todo o Mundo. Como muito bem diz o Diário de Lisboa, "a virtude e a perseverança são a riqueza dos pobres e a pobreza dos avaros".

Keil do Amaral: Humor de Arquitecto. Compilação, introdução e notas de Pitum Keil do Amaral. Lisboa, Argumentum, 2010, p. 17.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Viajante. Paula Rego

Paula Rego, Viajante [azulejo] S/d.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Em todo o mundo o homem tem a mesma natureza. Cavaleiro de Oliveira

O mundo é a pátria natural, universal de todos os homens. O desterro não é mais do que uma passagem feita duma província para a outra. Esta outra província onde se acha um desterrado é o país de todos aqueles que nasceram nele e também o pode ser do desgraçado, se ele tiver entendimento para se acomodar com a sua sorte. A mesma pátria pode algumas vezes servir de lugar de desterro àqueles a quem não consta onde nasceram como sucedeu a Édipo, que, banido do lugar onde se criou, viveu como desterrado no mesmo lugar onde tinha nascido. Quando se levam as crianças das casas das suas amas para as de seus pais, consideram estas as ditas moradas como desterro, e por isso choram. É uma fraqueza de ânimo considerar-se o homem perdido quando se vê em um lugar onde nunca esteve. O homem deve imaginar que em todo o mundo tem a mesma natureza, que em todo está debaixo do mesmo céu, e que em toda a parte se encontram homens da mesma espécie.

Cavaleiro de Oliveira. Cartas Familiares. Selecção, prefácio e notas de Aquilino Ribeiro. 3ª edição. Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1982, p. 85. [Carta à Senhora Condessa de Roccaberti sobre o desterro]

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Guardiões. Paula Rego

Paula Rego, Os Guardiões, 2009

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Um bicho conhece a sua floresta. Clarice Lispector

Andava olhando os edifícios sob a chuva, de novo impessoal e onisciente, cego na cidade cega; mas um bicho conhece a sua floresta; e mesmo que se perca - perder-se também é caminho.

Clarice Lispector, A Cidade Sitiada. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1998 [1ª edição 1949], p. 182.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Não conseguiram a integração do desconhecido no conhecido. João Rocha Pinto

Regra geral, os primeiros viajantes não expressam admiração nos seus escritos. Claro que nos referimos àquela admiração princípio de todo o saber, como ensinava Aristóteles, e que, talvez por isso mesmo, não conseguiram a integração de forma inteligível e não meramente sensível, do desconhecido no conhecido, por manifesta falta de tempo e, em outras vezes, e tantas elas foram, por inadequado nível cultural, situação frequente entre as tripulações do Cabo da Boa Esperança e da matalotagem de outras singraduras.
Os que se deslocaram em viagem escreveram cartas narrativa, relações de viagem, diários ou assim chamados, elaboraram descrições de terras, traçaram esboços topográficos, reuniram elementos para os roteiros que, ao passarem de mão em mão, para serem recopiados, iam sendo simultaneamente acrescentados. Amontoaram um saber mais ou menos caótico, mas tiveram o grande mérito de trazer o nível descritivo para esta nova literatura, impondo-o, contribuição essa digna do maior relevo, sobretudo quando se conhece a sua acrescida dificuldade por comparação com a narração, como já tivemos ocasião de destacar no capitulo precedente.

João Rocha Pinto, A Viagem, Memória e Espaço. A Literatura Portuguesa de Viagens. Os Primeiros Relatos de Viagem ao Índico, 1597-1550. "Cadernos Revista de História Económica e Social", 11-12. Lisboa , Livraria Sá da Costa, 1989, p. 79-80.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Missal iluminado. Alain Borer

O meu livro preferido é o meu passaporte, o único in octavo que abre as fronteiras, missal ornado de iluminuras da era aviónica. Algumas páginas ainda virgens, promessas tangíveis de novas viagens, potencialmente disponíveis para acolher todas as imagens do mundo.

Alain Borer, na obra colectiva Pour une Littérature Voyageuse, citado por Frank Michel, Du Voyage et des Hommes. Paris, Livre du Monde, 2013, p. 191.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Pilotando. Paula Rego

Paula Rego, Pilotando o barco, 2009